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Teca Calazans faz 80 anos com discografia coesa, pautada pela cultura popular do Brasil

Teca Calazans faz 80 anos com discografia coesa, pautada pela cultura popular do Brasil

Teca Calazans faz 80 anos com discografia coesa, pautada pela cultura popular do Brasil

27/10/2020 - 10:00

Todas as fontes oficiais afirmam que Terezinha João Calazans veio ao mundo em 20 de outubro de 1940. A data está errada. Como a artista informou dias atrás ao cantor Gonzaga Leal, foi em 27 de outubro de 1940 – há exatos 80 anos, portanto – que a cantora e compositora nasceu em Vitória (ES).

Em que pese a origem capixaba, Teca Calazans – como é conhecida no meio musical – se criou no Recife (PE) e essa vivência pernambucana está impregnada na discografia coerente dessa artista que festeja hoje oito décadas de vida.

Teca Calazans nunca esteve no topo das playlists de qualquer época ou gênero. Em vez de correr atrás do som volátil da indústria da música, a artista construiu discografia enraizada na perene cultura popular do Brasil.

Teca Calazans já deu a pista dessa opção ideológica e musical no primeiro disco, um single duplo com cirandas, editado em 1967 através de parceria do selo Mocambo com a gravadora Rozemblit.

Curiosamente, a discografia tão brasileira da cantora inclui diversos títulos gravados e lançados na França. É que, embora tenha vindo para a cidade do Rio de Janeiro (RJ) em 1968, Teca decidiu migrar para a França em 1970, permanecendo até 1980 nesse país europeu em que atuou como difusora da cultura popular do nordeste do Brasil em selos de Paris.



Ao longo da década de 1970, Teca Calazans atuou em dupla com Ricardo Vilas. A dupla Teca & Ricardo lançou seis álbuns entre 1974 e 1981, sendo que os quatro primeiros – Musiques et chants du Brésil (1974), Caminho das águas (1975), Cadê o povo? (1976) e Desafio de viola (1978, com Leonardo Ribeiro) – foram gravados e editados na França.

O álbum sintomaticamente intitulado Povo daqui marcou a volta da dupla ao Brasil em 1980. Já Eu não sou dois (1981) encerrou a trajetória fonográfica de Teca com Ricardo, mas não a parceria, já que a artista continuou gravando músicas compostas com o colega.

Em 1982, a cantora retomou a discografia solo com a edição do álbum Teca Calazans, cujo repertório incluiu coco e temas tradicionais entre músicas de Gonzaguinha (1945 – 1991) e Zé Ramalho. Após um segundo álbum solo, Mina do mar (1984), Teca lançou em 1987 disco com serestas e canções de Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959), compositor desde então recorrente na obra fonográfica da cantora.

De volta à França em 1988, Teca Calazans desenvolveu a carreira em Paris ao longo da década de 1990, celebrando o legado pioneiro de Pixinguinha (1897 – 1973) no álbum Pizindim (1991), caindo no samba com roupa de câmara no disco Os sambas dos bambas (1994) e gravando com Baden Powell (1937 – 2000) em faixa do álbum Firoliu (1996).

No Brasil, a cantora lançou o álbum Forró de cara nova (1998) e, em 2003, apresentou disco gravado com o compositor e violonista / violeiro pernambucano Heraldo do Monte. O último álbum de Teca Calazans, Impressões sobre Maurício Carrilho & Meira, foi lançado em 2007 com repertório voltado para a canção lírica brasileira.

Entre a vivacidade rítmica nordestina e a alma seresteira do Brasil, Teca Calazans vem evoluindo com coerência rara, inclusive como compositora, sendo autora de músicas registradas nas vozes de cantores como Milton Nascimento e Nara Leão (1942 – 1989). São 80 anos de vida, sendo 53 dedicados a perpetuar em disco a riqueza da música popular do Brasil. Viva Teca Calazans!

Fonte: G1 Música

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